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Artigo: Deus nos acuda!

Hoje não vou falar sobre os vestidos tubinhos, das coxas bem torneadas ou das bundinhas empinadas, mas sobre algo que desperta interesse e ao mesmo tempo a revolta. Nada mais injusto do que se sentir impotente ao ser abordado com uma arma nas fuças e ser chamado de vagabundo até você entregar algo que lutou tanto para conseguir.
Nesta terça, fui mais um a entrar para as estatísticas de pessoas assaltadas por arma de fogo. Questão de segundos vivenciei momentos tensos com uma tia minha. Estava indo deixá-la no irmão para viajarem, quando mal desci do carro e fomos rendidos por dois moleques portando uma bereta.
Já se imaginou passar por esse tipo de situação? Não desejo a ninguém, pois meus maiores medos foram ele atirar em minha tia ou invadirem a casa para render toda a família. Fui tomado por um autocontrole para lidar com a situação. Mesmo assim, o assaltante engatilhou a arma e apertou duas vezes, mas por intervenção divina a arma falhou, o que nos possibilitou uma rápida defesa de minha tia.
Joguei o celular por cima dela para que ele se afastasse dela enquanto a retirava do local. Como todo cidadão de bem liguei para a polícia. Antes não tivesse ligado, pois em vez de apoio e busca de informações, levei uma mijada por estar com o celular na mão e por não ter visto a placa da moto dos meliantes.
Não seria melhor eu oferecer a bunda aos assaltantes também? Quem sabe um chá? Nunca fui de ganhar as coisas que tenho. Sempre ralei muito para conseguir tudo que adquiri e, do nada, um ser desprezível me toma por igual e leva assim, na maior, e ainda sou obrigado a ouvir que a culpa é minha.
Campanha de desarmamento só serve para nos deixar mais vulneráveis a essa corja, que mata um hoje e três dias depois está solto novamente. Não é segredo que meu pai morreu e, infelizmente, ainda estou pagando as coisas de sua morte, onde com ajuda de amigos e familiares estamos promovendo eventos para arrecadar fundos. E se eu recebo os dois tiros que falharam? A culpa ainda era minha que estava na rua fora de hora.
É uma pena que minhas palavras de desabafo só serviram para um desabafo, pois depois de lidas nada mais servirão do que para embrulhar coisas, uma vez que quem poderia mudar este cenário só sabe sentar na cadeira, coçar a barriga e barganhar cargos e funções por conta de política.
Mas vale lembrar, ficar na rua só até às dezessete horas e nada mais. Falar no telefone somente  dentro de casa e, de preferência, no banheiro. Afinal de contas, tudo que acontece de ruim na sua vida, a culpa é sua!
* Victor Augusto (Bombomzão) é jornalista.
E-mail: Victor.ojornalista@gmail.com
Prazer, Victor Augusto, 37 anos, acreano, jornalista e académico de direito. Por isso, criei este espaço onde compartilho minhas experiências e aprendizados. Afinal, acredito que conhecimento deve ser diário para nossa evolução. Por aqui, abordo assuntos sobre estilo de vida, com ênfase em levar uma vida baseada na informação, já que é minha área de formação e atuação.

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