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Artigo: Dia do fico

A data era nove de janeiro de mil oitocentos e vinte e dois, Dom Pedro I disse: “Se é para o bem de todos e felicidades geral da nação, diga ao povo que fico”. E desde que instituíram o dia do FICO no Brasil, todo mundo quer ficar.
Getúlio Vargas ficou na primeira vez quinze anos e na segunda vez foram três anos, e não é só ele não, tudo que é político quer ficar, senador quer ficar, deputado quer ficar e muitos vão ficando. Quando saem querem voltar que é pra vê se ficam mais um pouco.
Por isso que tudo que é eleição gastam uma grana preta, vão para reuniões de bairro, vão para rádio, para tv, vão para comícios e pros canais de tv nas redes sociais, sobe barranco, desce barranco, tudo pra vê se ficam. E os projetos mirabolantes, a Assembleia Legislativa se supera a cada nova eleição. Perdão, vésperas de eleição.
Recordo que na campanha passada (essa em nível de Brasil), o projeto de um senador foi instituir na constituição que todo brasileiro tem o direito garantido de ser feliz. Isso era mesmo necessário? E o que será dos palhaços de profissão como o Carequinha (in memoria) e do Palhaço Alegria se os aspiras a isso fazem uma piada nacional?
Bolsa ar-condicionado é meio que forçar a amizade. Daqui a pouco um político vai dar o auxílio galhada, justificando que é um momento em que a população se encontra fragilizado com a traição da pessoa amada. Não tem como a nação ficar mais fragilizada do que já está com os últimos acontecimentos.
O único no Brasil que não tem o dia do fico é o ministro da Fazenda, esse só tem o dia do VAI, vai pra casa e não volta. Mas até esse tem ficado um pouquinho a mais. Falando em fico, os políticos deveriam lembrar que o povo é que está ficando Tiririca (sem trocadilho) da vida com vocês.
Em nível de Acre, os políticos que mais tem feito barulho e parece que andam com super fórmula do Asterix para várias e longas horas de caminhada é a prefeitura e os vereadores da Capital. E não é um ou outro não, são os dezessete.
E lembrando a população, não faça um político de refém, essa classe tem uma maioria tão melindrosa, que se você disser pra ele que vai dar a resposta nas urnas, ele se apavora, se ofende e não volta mais. Ai é você se pegar com os santos e a fé de que vai aparecer gente boa pra mudar.
Segue na manha do gato ou do malandro mais gente boa da parada que é o Bezerra da Silva, que vai apertar, mas não vai acender agora. Mas por via das dúvidas, a melhor saída é fazer um fechamento de corpo contra as urucubacas e ter discernimento na hora de votar. Calorzinho da gota, vou atrás de um ar.
* Victor Augusto (Bombomzão) é jornalista.
E-mail: Victor.ojornalista@gmail.com
Prazer, Victor Augusto, 37 anos, acreano, jornalista e académico de direito. Por isso, criei este espaço onde compartilho minhas experiências e aprendizados. Afinal, acredito que conhecimento deve ser diário para nossa evolução. Por aqui, abordo assuntos sobre estilo de vida, com ênfase em levar uma vida baseada na informação, já que é minha área de formação e atuação.

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