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Artigo: Minha metade

“Faça uma lista de grandes amigos/ Quem você mais via há dez anos atrás/ Quantos você ainda vê todo dia/ Quantos você já não encontra mais…”
Podem falar e até me achar estranho, mas a verdade é que nunca me acostumei com percas, não me refiro a disputas e sim perca de pessoas. Algumas permanecem a vida toda e não damos valor, outras vêm e vão e você não percebe a ausência delas, tem aquelas que passam tão rápido que deixam algo marcado ou não deixam nada, e aquelas que vão contra sua vontade e se dependesse de você elas jamais iriam.
Há pessoas em nossas vidas que são especiais porque assim o destino o quis: nossos pais, irmãos e amigos. Há outros, no entanto, que conquistam um lugar especial em nosso coração, envolvendo-nos e quando percebemos, estamos cativos. São nossos amores e nossos amigos. Os amores podem ser passageiros, porém os amigos jamais serão.
É assim que considero alguém a quem estou sempre em débito. Tudo isso, afinal de contas é para lhe dizer que você é especial em minha vida. Pessoas passam metade da vida tentando consertá-la, enquanto a outra metade acabou de desestruturar.
“Faça uma lista dos sonhos que tinha/ Quantos você desistiu de sonhar! /Quantos amores jurados pra sempre/ Quantos você conseguiu preservar…”
No decorrer de nossas vidas acabamos desenvolvendo os sentimentos, onde o mais presente é o amor, aquele que surge no primário, que começa no bairro, no arraial do colégio, a amizade da faculdade ou aquela pessoa que te conhece a vida inteira.
Jamais desisti de encontrar aquele que me tocasse melhor do que o anterior. Até aconteceu duas ou três vezes, uma nunca saiu de perto de mim, continua minha amiga, outra nos falamos em datas especiais e outra simplesmente me ignora. Essa é a que mais machuca, pois toda a história que viven-ciamos não parece representar nada.
O melhor a fazer é esquecer. Mas como fazer isso se você se sente em debito com esse ser? Deixa pra lá, como tudo na vida é um questão de costume, a gente acaba se acostumando com a ausência, mas sempre existirá o reencontro involuntário na rua, nas festas e assim por diante. Tudo isso é uma questão de maturidade e aprendizado.
“Onde você ainda se reconhece/ Na foto passada ou no espelho de agora?/ Hoje é do jeito que achou que seria/ Quantos amigos você jogou fora?/ Quantos mistérios que você sondava/ Quantos você conseguiu entender?/ Quantos segredos que você guardava/ Hoje são bobos ninguém quer saber?”
Tenha uma certeza de que nunca se deve desistir, se não deu certo foi porque Deus assim decidiu. A vida dá milhões de novos recomeços movidos pelo desafio, faça de seus instantes grandes momentos. Não se dê por vencido… Mostre a vida que você é forte o suficiente para lhe negar uma lagrima. Quando se cultiva tristeza, a felicidade vai bater noutro lugar.
“Quantas canções que você não cantava/ Hoje assobia pra sobreviver? /Quantas pessoas que você amava/ Hoje acredita que amam você?”

* Victor Augusto é jornalista.
Prazer, Victor Augusto, 37 anos, acreano, jornalista e académico de direito. Por isso, criei este espaço onde compartilho minhas experiências e aprendizados. Afinal, acredito que conhecimento deve ser diário para nossa evolução. Por aqui, abordo assuntos sobre estilo de vida, com ênfase em levar uma vida baseada na informação, já que é minha área de formação e atuação.

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