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Artigo: O mundo solidário

Em recente convite para participar das atividades recreativas de um grupo de jovens, fui tomado por momentos que me vieram a tona, pois lembro me que a última atividade que estive envolvido (de cara pintada, peruca colorida e vestido de palhaço) foi há uns 10 anos com a família rotária, onde recebemos críticas de algumas pessoas e reconhecimento de uma certa maioria que nos aplaudia. No momento fiquei sem graça, apenas fiz minha parte.
Estamos vivendo em meio a um mundo onde a confiança no próximo já não existe mais, nem mesmo a unidade familiar escapa. Como diz um companheiro de Rotary “No mundo está faltando os principais quesitos para se viver bem, que é o amor, a família e o carinho pelo próximo. Nem Deus conseguiu agradar todos, mas o seu reconhecimento só veio depois que as pessoas foram ajudadas por ele”.
O mundo é um caquinho de vidro, está cego do olho, está surdo do ouvido. O mundo está muito doente, de homem que mata e de homem que mente. Ser voluntário nos dias de hoje, é ser visto como oportunista, pessoas que desejam viver da boa vontade de outras pessoas.
Iniciamos novas parcerias no apagar das luzes desta última gestão do Rotary Club Penapolis, novos parceiros que só vieram somar forças. São profissionais que lidam todos os dias, desde o suor até o sangue de pessoas que precisam de ajuda. Fazem isso não só porque são seus trabalhos, mas porque se declararam preocupados com o próximo.
Nosso primeiro evento será provavelmente o estacionamento da Expoacre, na sequência teremos atendimentos médicos, auxílios jurídicos às comunidades, capacitação profissional, e tudo graças ao empenho de pessoas interessadas em ajudar quem pouco tem. De lá para cá, tornou-se mais fácil realizar uma atividade em uma comunidade carente, ajudar pessoas desassistidas pelo poder público. Somos agentes da solidariedade, pois chegamos onde outros não conseguiram e arrisco a dizer que nem chegariam.
Realizar aquilo além do que é necessário ser feito é uma tarefa para poucos. Tomei mais conhecimento. Nenhum homem é uma ilha para viver só. Sentimento de união e força são necessários para espalhar amor onde até mesmo a fé está abalada.
Médicos, advogados, jornalistas, e tantos outros profissionais, dar de si antes de pensar em si, ainda é uma lição a ser ensinada para as pessoas desse mundo tão caótico que se apresenta. O mundo não mudou para as pessoas, mas as pessoas mudaram o mundo e cabe a nós o trabalho de lembrar a importância do amor que recebemos quando crianças, ensinados no decorrer de nossas vidas e tão bem entendidos próximo do fim. Meus mais sinceros agradecimentos pela confiança em nossa instituição, obrigado por acreditar nas ações realizadas pelo Rotary, através de sua participação em nosso eventos ou ações.
* Victor Augusto (Bombomzão) é jornalista
Email: Victor.ojornalista@gmail.com Twitter: @bombomzao
Prazer, Victor Augusto, 37 anos, acreano, jornalista e académico de direito. Por isso, criei este espaço onde compartilho minhas experiências e aprendizados. Afinal, acredito que conhecimento deve ser diário para nossa evolução. Por aqui, abordo assuntos sobre estilo de vida, com ênfase em levar uma vida baseada na informação, já que é minha área de formação e atuação.

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