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Escolhas

Estamos chegando próximos a findar mais um ano e o que esperar? O Especial do Roberto Carlos? O show da virada? A queima de fogos do Bairro da Base? Sim! Mas estamos pulando demais o restinho de 2016. Estamos mais perto do Enem, momento que ajudará a decidir a vida de futuros profissionais.

Em minha cabeça e coração desde os nove anos de idade, minha fixação era ser médico, um pediatra respeitado pelos pais e admirado pelas crianças. Mas em algum momento, na mesma curva errada em Albuquerque, eu e Pernalonga erramos e o caminho e fomos parar no meio da comunicação, prestei o vestibular para jornalismo. Logo eu que nunca fui de conversar muito e sempre na minha, passei em sétimo lugar.

Quando iniciamos o curso, pensamos com o olhar da juventude, onde tudo que fizermos nas linhas dos jornais, sites, tvs e afins, acreditamos que seremos capazes de transformar o mundo. Tudo passa pela comunicação, se não fosse assim, o Superman não seria jornalista e nem o Batman seria informado.

Nunca tive a vaidade de ficar famoso, de escrever coisas bonitas ou ser admirado, mas saber informar o que se passa no mundo e quem sabe contribuir para a sua mudança global. Mas ao longo do inicio da jornada descobri que isso parece atrair a mulherada gostosa, dessa forma, poderei praticar a arte dos Farias, ajudar a povoar o mundo com os meus, finalidade-mor de toda empreitada masculina.

À medida que o tempo vai passando, vai vendo seus colegas e amigos caindo e ficando no meio do caminho, pois as suas desilusões são mais acentuadas do que as suas. Ninguém mudou o mundo, não se alcançou o emprego dos sonhos e de fama rápida, e a fama que se adquire é de que você mudou e pra pior (seja aparência ou achismo dos outros como será que é gay? Ela deve da pra meio mundo! Só tem maconheiro e alcoólatra esse curso?!) as únicas gostosas que se pega no inicio de carreira são as colegas de curso que podem ou não voltar a ter algo no futuro e se olhar na sua cara.

Cursar jornalismo é algo diferente de todo o mundo, a iniciar pela nomeação, as demais profissões todos são iniciantes e no jornalismo você se torna “foca”. Os que tem a possibilidade de começar os primeiros contatos com o mercado selvagem de trabalho, descobrem que todos querem reviver as pegadas da faculdade ou que tudo que você de perfeito era ruim e o chefe refaz porque ele pode mandar em você. Você culpa o governo que compra a mídia, o sindicato que não te faz ganhar também os dez salários mínimos do tempo que o Silvio Martinello era repórter de externa, você se culpa por não ter escolhido outra faculdade, você olha pro lado e vê seu ex-professor que ganha pior do você arrotando que ganha mais, mesmo você sabendo que ele ganha abaixo porque você viu no diário oficial do TJ, ai você reforça que tem que fazer direito pra colocar ele no lugar dele, mas logo se conforma e fica feliz porque alguém no shopping te viu, reconheceu e disse que é fã do seu trabalho.


Ai você chega ao ponto de amadurecimento do jornalista. Você para de botar a culpa de tudo e todos e só reclama que ganha mal, mas que pode arrumar um freela enquanto não sai o vale e se reinventa na manhã seguinte ao ir pra externa. Lembra que poderia está ficando louco ou se tornando um pé no saco como o seu colega que virou assessor ou secretário. Agora vou encerrar meu texto, que vou encontrar as meninas do chick in para tomarmos um chocolate quente no shopping. A e escolha bem sua profissão, ela pode te viciar ou te matar de raiva.
Prazer, Victor Augusto, 37 anos, acreano, jornalista e académico de direito. Por isso, criei este espaço onde compartilho minhas experiências e aprendizados. Afinal, acredito que conhecimento deve ser diário para nossa evolução. Por aqui, abordo assuntos sobre estilo de vida, com ênfase em levar uma vida baseada na informação, já que é minha área de formação e atuação.

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