Dias desses, duas situações
ocorreram e me levaram a escrever este novo artigo. Em um grupo de rede social,
meus amigos e eu conversávamos a respeito das “obrigatoriedades” que as pessoas
devem ter a nosso respeito, algo muito usual pelas redes e diálogos como o “para
quem me conhece”.
Sempre que ocorre uma “treta” no
mundo das verdades virtuais, as vitimas se utilizam “para quem me conhece, sabe
que eu...”. Para meu entendimento, não devemos prestar conta de nossa vida
pessoal para ninguém, exceto em praticas criminosas. Isso nos libera da
prestação de contas aos outros.
Outro ponto foi a respeito das
mudanças que vem ocorrendo no nosso meio politico. O acreano vive
constantemente a politica, pode até faltar a baixaria feita pela dona Maria do
Mr. Café, mas não a discussão politica. A mais recente é a da politica
municipal. Novos nomes, novos cargos, novas mudanças e aquele velho boga na
garganta, com medo de “rodar”.
Eu me incluo nos dois casos, o
primeiro é a de está inserido nas mudanças de cargos e funções da politica
local. Certo dia uma colega de trabalho me revelou que em um dialogo com outro
grupo, surgiu à suposta expressão “ele chegou agora e vem babar o ovo do
fulano, só para assumir um cargo”. Antigamente a primeira reação seria ficar
extremamente furioso e de sair para tirar satisfação. Mas continuei centrado
ouvindo a defesa que foi feita a meu respeito “ele não começou há trabalhar
conosco esses dias, ele já trabalha conosco desde o 2011 e vocês é que estão
desinformados”.
Isso me deixou enaltecido,
verifiquei que meu trabalho tem qualidade e é observado, além de admirado. Fico
feliz pelo reconhecimento. Logo me lembrei de uma conversa com minha mãe, que
me recordava como ela também me admirava, não com o olhar de mãe, mas de
pessoa. Recordou de minha disputa como rei momo para conseguir dinheiro e
comprar meu sapato, já que ela e meu pai não estavam em condições; da minha
empreitada como Papai Noel em lojas de roupa e equipamentos, tudo para comprar
minha primeira câmera para trabalhar no jornal A Gazeta; de fotografar eventos
para ajudar a pagar as contas em casa entre outras coisas.
Nunca dependi de indicação
politica e tão pouca a “ajuda” parentesca para assumir cargos, funções ou
crescer em uma promoção pessoal. Cresci e continuo crescendo com meus próprios
esforços e graças a Deus, posso contar com amigos que fui fazendo na vida e
sempre me motivaram. Não nasci filhinho de papai para manter minhas regalias ou
futilidades, nasci filho de pessoas esforçadas e trabalhadoras, e extremamente
honestas, que acordam às quatro da manhã e só deitavam quase no virar do dia.
Para quem me conhece e quem nunca
teve o trabalho de me conhecer, que optou por me incluir como você se vê no
espelho, aprenda a buscar saber quem são as pessoas que te cercam. A gente
perde oportunidades de conhecer pessoas incríveis e evita passar vergonha na
frente dos outros. Antes de tirar conclusões precipitadas, calce os sapatos,
vista as roupas e ouça todos os absurdos que o outro precisou passar para
alcançar o “sucesso”.
Para quem me conhece, sabe que eu
não terei mais o menos esforço em oferecer minha amizade, lealdade e
cumplicidade. Aprenda a conquistar as coisas e sonhos com seu esforço e não com
a dos outros.
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